"Causos" da Arqueologia

O Sangue das Galinhas

19/02/2014

Em uma das etapas de escavação do Sítio da Malhada, em São Pedro d` Aldeia, perto de Cabo Frio, aqui no Rio de Janeiro, ficamos alojados em uma casa alugada. Até aí, tudo normal, isto era comum.
Acontece que a dona da casa era fornecedora de galinhas vivas, que ela matava ali mesmo, em uma pequena área vizinha a nossa cozinha, utilizando o tanque que ali existia, sem preocupar-se muito com a limpeza.

Sábado era o grande dia dela e do nosso desespero, pois eram abatidas inúmeras galinhas e sabe-se que galinha não morre sem reclamar, deixando um rastro de sangue que ao longo do dia têm um odor peculiar. Além do tanque transbordando de penas.

Nós chegávamos à noitinha, cansados e famintos, encontrando esse quadro tétrico. Ao reclamar, ela respondeu que era seu ganha pão, ela não sentia cheiro algum, e que nós, gente da cidade, estávamos mal acostumados. Que aguentássemos!!! E nós aguentamos... Triste, era quando a janta era galinha.

Autor: Paulo Seda

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