Patrimônio Material e Imaterial de Rio das Ostras (Rocha Leão)

Rio das Ostras

Celebrações

Celebrações Religiosas

  •   A comunidade católica de Rocha Leão celebra em dezembro a santa padroeira do distrito e também do município, Nossa Senhora da Conceição, com missas e procissão nas redondezas da igreja situada em frente à antiga estação. Por decisão política, a festa social não acontece mais no lugarejo e sim na cidade de Rio das Ostras.

Formas de Expressão

Não foi encontrado nada significativo como patrimônio imaterial nesta área da pesquisa.

Saberes e Fazeres (ofícios)

O Artesanato

Fábrica de bonecas de pano - Em Rocha Leão a equipe encontrou, na colorida praça da estação, uma loja repleta de bonecas de pano. Em visita ao local verificou se tratar da fábrica de bonecas artesanais da Fundação Cultural Rio das Ostras. Recebidos pela Sra. Ana Elizabete, esta fez um breve histórico sobre a fábrica. Segundo ela, tudo começou quando foi trabalhar como professora de pintura artesanal na Fundação Cultural de Rio das Ostras. Lá recebeu então um convite para confeccionar bonecas de pano. A técnica utilizada foi a aprendida com sua mãe, que consertava e fazia bonecas há muito tempo. Quando a Fundação montou a fábrica de bonecas várias mulheres aprenderam o ofício e continuam trabalhando até hoje com as coloridas bonecas de pano.

 

Lugares

Distrito de Rocha Leão (Rio das Ostras) - O desenvolvimento desta antiga província aconteceu com o advento das estradas de ferro na metade do século XIX.

Tudo começou em 1871 quando uma lei da província autorizou a construção de uma estrada de ferro que ligasse a Capital ao norte Fluminense. Os ramais foram construídos em épocas diferentes e por companhias diferentes, o primeiro a ficar pronto foi o Macaé–Campos em 1875, o segundo foi o que ligava Niterói a Rio Bonito em 1880 e por último foi o trecho que ligava Rio Bonito a Macaé em 1888; e lá estava o ramal de Rocha Leão.

Segundo consta, a estação de Rocha Leão empregou muita gente trazendo para perto de si famílias inteiras e, naturalmente, dando origem a muitas outras. Por conta dela o comércio foi crescendo, uma escola foi aberta e o lugarejo que se formou em volta dela também recebeu o nome de Rocha Leão.

O terreno onde foi construída recaiu no campo da fazenda do Visconde de Araújo, um português chamado José Domingues de Araújo que possuía cinco fazendas. A estação ainda foi construída com mão de obra escrava embora à época estivesse à beira do fim da escravatura no Brasil. As telhas que a recobrem vieram de Marselha, na França e suas paredes erguidas com blocos de pedra bruta ligados por uma mistura de barro e estrume de boi.

Seu nome foi dado em homenagem ao então presidente da província do Rio de Janeiro Antônio Fernandes Rocha Leão que muito contribuiu para a finalização daquela ferrovia. A estação foi inaugurada em 31 de março de 1888 e o trecho Macaé-Campos ficou pronto em dezembro deste mesmo ano.

A estação de Rocha Leão trouxe não só desenvolvimento econômico como também dinamizou a vida social da população local e das redondezas. Conta a história que por ela passava o  litorina,  um trem de luxo, de um só vagão de passageiros que continha, entre outros aparatos, um restaurante e transportava ilustres personagens entre Campos e a província.

Estação Ferroviária de Rocha Leão – Localizada em uma comunidade relativamente pequena à margem da Rodovia BR-101, está a estação ferroviária de Rocha Leão reformada para uso como centro cultural. Ela nos leva a viajar no tempo pelos relatos escritos nos quadros das paredes e fragmentos da história local expostos em vitrines na sala ao lado da biblioteca.  Neste local a equipe encontrou publicações do IAB relativas ao museu de Sítio Sambaqui da Tarioba em Rio das Ostras.

A estação "ontem" A Estação em 2010 A estação em julho de 2014. Foto Sydney Correa