Belford Roxo, em seu aniversário, lembramos o seu mais valioso presente cultural.

 

Uma cidade, um bairro. Uma instituição, um patrocínio.

 

Uma Cidade

 

Belford Roxo é um município brasileiro da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro e abrange um território de cerca de 80 km².

O povoamento de Belford Roxo vem desde o século XVII, com os índios Jacutingas, mapeados pela primeira vez em uma carta elaborada pelo cripto judeu João Teixeira Albernaz em 1666 entre os rios Merith, Simpuiy e Agoassu. A emancipação municipal ocorreu somente em 1990, com seu desmembramento do município de Nova Iguaçu. Os Belford-roxenses pertencem linguística e culturalmente à família dos cariocas, grupo ao qual também é atribuído a mais de 70% da população do Estado do Rio de Janeiro. Belford Roxo cresceu muito rapidamente, e por ser um município pequeno em área, divide com São João de Meriti o título de "Formigueiro humano".

A cidade ganhou notoriedade a partir da escola de samba, Inocentes de Belford Roxo, que desfila anualmente no Carnaval da cidade do Rio de Janeiro.

Atualmente o município é o sétimo mais populoso do Rio de Janeiro e possui um dos maiores valores de PIB do estado. Apesar disso, sua renda per capita é uma das mais baixas do estado. Ao comparar seus indicadores sociais com outras cidades do estado, como Niterói, e Petrópolis, percebe-se que o município oferece uma infraestrutura de serviços básicos, com padrões menores que os demais municípios vizinhos.

Seu IDH é 0,684, o que apesar de ser considerado médio por cálculo do IBGE/2010, segundo os padrões da ONU, se encontra criticamente abaixo da média do estado do Rio de Janeiro (0.768), e da média brasileira (0.744). (Com informações da Wikipédia).

     

 

Um bairro

 

A região onde se localiza o antigo bairro do Calundu, hoje Santa Tereza, é habitado há pelo menos alguns milhares de anos, e tanto no seu território quanto nas suas vizinhanças permanecem provas da presença dos antigos povos que aqui habitaram, desde cedo explorando a potencialidade do seu meio ambiente.

Encontram-se montes de conchas, erguidos pelos mais antigos ocupantes da área, estacionados na beira dos terrenos de inundáveis (a atual Guaxa) cuja existência é de tal importância que denominou uma localidade próxima, o Pantanal. Estes montes artificiais de conchas são os chamados sambaquis.

Os povos  sambaquianos foram substituídos pelos indígenas Tupi que trouxeram uma cerâmica elaborada, do Sul e Sudoeste do país, o cultivo do milho e  da mandioca e que estabeleceram suas aldeias nos vales arenosos das colinas do entorno.

Com a chegada dos europeus estas tribos foram expulsas ou se associaram aos conquistadores e a eles transmitiram seus conhecimentos, facilitando sua adaptação e constituindo a primeira mão de obra e as bases da sua economia, nos engenhos de farinha que desde cedo se instalaram na área.

Durante todo o período colonial, até os inícios do século XIX, e mesmo depois,  o cultivo da cana, vinda da  Índia, proporcionou as bases para os surtos econômicos, primeiro dos Engenhos de Açúcar  e depois das Fazendas de Café (este originário da Arábia), que colocaram  a Baixada Fluminense em lugar de destaque na economia brasileira.

No período republicano foram as plantações de laranja que mantiveram este destaque, mas com  a evolução econômica e o desenvolvimento comercial da cidade do Rio de Janeiro e a abertura  de novas estradas e das ferrovias, a Baixada e o Calundu, foram divididos pelos novos loteamentos que garantiram um  local de pouso e permitiram ao grosso da população ter o prazer e o conforto de uma casa própria. Tendência que se constata permanecer até hoje em pleno vigor com  os conjuntos habitacionais “Minha Casa, Minha Vida” dos governos entre 2003-2016.

 

Uma Instituição

 

O Instituto de Arqueologia Brasileira-IAB, fundado em 29 de abril de 1961, é uma instituição particular de caráter científico-cultural, sem fins lucrativos (ONG), que tem por missão a dedicação integral à Pesquisa, Ensino e Divulgação da Arqueologia Brasileira.

A sede do IAB, no município de Belford Roxo (RJ), é credenciada junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para Guarda de Acervos Arqueológicos. Para isto, comporta hoje dez prédios, reserva técnica, área museal, laboratórios, almoxarifados, salas de aula e alojamentos para pesquisadores visitantes, além de área especifica para atividades de cunho sócio-cultural. 

É um centro formador de pesquisadores, e como tal, recebeu pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, em 1986.

Assim foi por mais de meio século com inúmeros trabalhos arqueológicos por nós realizados em todas as regiões do Brasil, em pesquisas independentes ou em parcerias com renomados institutos de pesquisa, sempre com o apoio dos principais órgãos oficiais envolvidos e a inestimável confiança do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Hoje, com vasta experiência, o Instituto de Arqueologia Brasileira presta serviços completos em todas as áreas de abrangência da Arqueologia – Ensino, Pesquisa e Divulgação - através de profissionais renomados e de comprovada qualificação científica, como arqueólogos e técnicos em arqueologia, biólogos, antropólogos, historiadores, psicólogos, pedagogos, educador patrimonial, jornalistas, designers, técnicos em informática, restauradores, topógrafos, estagiários de diferentes orientações e diversos outros profissionais que o ajudam a manter e ampliar cada vez mais a estrutura de quem há tantos anos se preocupa com a preservação do patrimônio histórico e arqueológico do país.

Assim, sempre primando pela excelência de seus trabalhos, o IAB realiza a identificação do potencial arqueológico de sítios pré-históricos e históricos, assim como seu salvamento, resgate e monitoramento, de forma que sua memória material seja conhecida e preservada.

 

 

Um patrocínio

 

No início do ano de 2017, o Projeto “Modernização do Instituto de Arqueologia Brasileira-IAB” foi selecionado para patrocínio da Caixa Econômica Federal através do Programa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro - Caixa Cultural (Edital 2016). Este projeto tem como principal objetivo organizar o acervo arqueológico do instituto de acordo com as normas mais recentes do IPHAN/CNA. Toda esta reestruturação envolveu desde a adaptação dos espaços à acessibilidade, contratação de profissionais especializados, formação de jovens aprendizes através do Projeto Pesquisador Curumim, fomento a ações socioeducativas – Educação Patrimonial -, divulgação e promoção institucional, até a compra de alguns equipamentos e variados itens para o bom funcionamento de uma instituição de pesquisa.

Desde 2003 o IAB promove ações de Educação Patrimonial, mas graças a esse apoio foram executadas, em 11 meses de apoio da Caixa, muitos eventos dirigidos para a nossa comunidade, entre outros como escolas de outras cidades. Foram eles:

Agradecemos à Caixa Econômica Federal o patrocínio a todas as iniciativas como a nossa e continuamos buscando demais alternativas (já que o aporte da Caixa Cultural se encerra em abril de 2018) para mantermos firmes e cada vez mais sólidos os pilares da nossa Instituição.

Bem vindo à Belford Roxo! Bem vindo ao Mundo da Arqueologia!

 

                                                  Feliz Aniversário, Belford Roxo!