Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas - Pronapa - Ano II

 

Síntese de prospecções no Estado do Rio de Janeiro pelo segundo ano de trabalhos do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas:

(Publicado originalmente no Boletim nº 5 do IAB)

 

Por: Ondemar F. Dias Junior

Diretor Técnico

Graças à boa acolhida encontrada em todas as sedes municipais, em todas as vilas, lugares e fazendas das áreas pesquisadas, nosso trabalho de prospeccionar sítios arqueológicos foi extremamente abrandado.

Introdução

A presente comunicação tem por objetivo primordial uma mensagem de agradecimento aos ilustres prefeitos e funcionários municipais, proprietários e particulares de uma maneira geral que nos auxiliaram no cumprimento da nossa tarefa no segundo ano de prospecções do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (Junho de 66 a Junho de 67) no Estado do Rio de Janeiro.

Não fosse o conhecimento da região, a experiência de guias capacitadas, muito mais difícil teria sido nossa locomoção pelas inúmeras estradas e caminhos do interior fluminense. De rural, a cavalo ou a pé, em matas, pastos e montanhas, a presença de um “filho da terra” constitui-se sempre em fator de importância, assegurando a chegada ao destino.

Só quem, como nós, palmilha o interior, pode aquilatar quão importante é o papel do mateiro, do morador local ou do antigo funcionário municipal, identificando os morros, todos iguais, as pedreiras entre si tão semelhantes e as suaves ondulações das pastagens sempre parecidas.

Uma palavra de agradecimento aos proprietários das fazendas, com o seu café, sua hospedagem, seu interesse e, sobretudo, com a sua compreensão, facilitando nossa permanência e indicando os locais onde o arado “tombou” a terra e em que pedaço de “talhas”, “coisas dos caboclos” ou "panelas de índios" assomaram à superfície.

A todos os que serão nomeados e aos muitos que não nos declinaram os nomes, o nosso agradecimento sincero.

Cumpre aqui uma palavra de elogio e reconhecimento à equipe deste instituto, aos companheiros de jornada e trabalho, técnicos, cuja capacidade honra o nome desta instituição.

Dados Gerais

O segundo ano de trabalho, no nosso setor do estado do Rio de Janeiro, compreendeu o levantamento e a prospecção dos sítios arqueológicos localizados na área ocupada pelos municípios de Cordeiro, Cantagalo, São Sebastião do Alto e Itaocara. Em Friburgo e Bom Jardim, passagem habitual, realizamos ligeiro reconhecimento. Nos municípios de Pádua e São Fidélis não pudemos pesquisar por falta de tempo, embora tenhamos estabelecido contato inicial com as autoridades locais.

O Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas é patrocinado pelo Conselho Nacional de Pesquisas e pela Smithsonian Institution. A coordenação científica está a cargo dos ilustres arqueólogos Dr. Clifford Evans e Betty Meggers, da última instituição citada. Está devidamente autorizado pela Direção do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Do Programa participaram, como instituições de pesquisas, a Divisão de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Guanabara e o Instituto de Arqueologia Brasileira.

A equipe foi composta pelo autor, com a assistência de José Carlos de Oliveira e do Prof. Claro Calasans Rodrigues.

 

Município de Cordeiro

Prefeito: Dr. Wagner Vieitas

Locais pesquisados:

1º - Fazenda Bela Vista

Propriedade do Senhor Bento Lisboa.

Esta fazenda, desmembrada da antiga Fazenda Ribeirão Dourado, dista da sede municipal cerca de dez quilômetros, por estrada de barro, que em épocas de chuva fica muito escorregadia.

Aí localizamos o sítio RJ GP 5 (104), um abrigo sob rocha, em morro de cota 50/60m.

Coletamos cacos de cerâmicas e ossos.

2º - Fazenda do Sr. Edno Pereira (Ribeirão Dourado).

Guia: Sr. João Batista de Araújo.

Morador: Sr. Júlio Araújo (candim).

Dista do sítio anterior cerca de 6 km por estrada só transitável a cavalo ou por carro de boi.

Em uma elevação de cota 100m localizamos um sítio, o RJ GP 7 (107), com cacaria de cor negra. Dista do rio Grande aproximadamente 2 quilômetros.

Município de Cantagalo

Prefeito: Dr. João Carlos Burguês da Silva.

Em Cantagalo, onde fomos extremamente bem recebidos, pesquisamos em extensa área.

1º - Fazenda Itaoca

Propriedade do Sr. João Carlos Burguês da Silva.

Localiza-se no distrito de Boa Sorte, aproximadamente 30 km da sede municipal, a ela ligada por estrada de barro, com trecho montanhoso.

Prospeccionamos uma gruta granítica, localizada às margens do rio Itaoquinha. Nada foi encontrado.

2º - Gruta Paracatu

Propriedade do Sr. João Gerk.

Guia: Sr. Humberto Purger.

A gruta cuja tradição é de possuir “letreiros que ninguém lê”, foi fechada em 1935 e transformada em capela pelo proprietário.

3º - Gruta da Garganta

Propriedade: não determinada – Fazenda Tanquinho.

Guia: Sr. Humberto Purger.

Dista de Euclidelândia (Distrito de Cantagalo) 3,5 km.

Trata-se de um abrigo que se prolonga por gruta calcárea com 20 m de extensão. Distante da boca do abrigo uns 5m, passa um córrego permanente.

Localizamos um polidor lítico fixo – Rj GP 10 (111).

Não possui solo arqueológico.

4º - Gruta do rio Negro

Propriedade: não determinada.

Morador: Edésio Villanova -  serviu de guia.

Pequena gruta granítica, distante 30 m da margem direita do rio Negro, com solo profundo mas estéril.

Dista 2 km do centro de Euclidelândia.

5º - Gruta do Vira e Sai

Propriedade: Firma de Cimento.

Visitamos esta pequena gruta calcárea, onde determinamos locais fossilíferos. Dista quatro quilômetros de Euclidelândia e 2 do abrigo do Rio Negro.

6º - Fazenda Batalha

Propriedade: Somente nos foi fornecido o apelido do proprietário: Sr. Menininha.

Distante da Sede Municipal cerca de 2 km.

Guia: Prof. Vicente Lima.

Esta fazenda, uma das mais antigas de Cantagalo, apresenta ao lado de ruínas interessantes do ciclo do café inúmeras grutas graníticas. Não pudemos determinar nenhum vestígio arqueológico.

7º - Gruta Pedra Santa

Fazenda Saudade, de proprietário não determinado. Dista aproximadamente quatro quilômetros de Euclidelândia.

Trata-se de uma gruta calcárea, localizada à meia encosta de uma elevação de cota 100 m. Tem área ampla, aberta, com uns 20 m² e grande extensão subterrânea.

Nossos cortes experimentais não revelaram sinais de ocupação.

8º - Toca dos Morcegos

Propriedade: Família Paula.

Guia: Sr. Antonio de Paula (um dos proprietários).

Localiza-se no IVº Distrito de Cantagalo (S. Sebastião do Paraíba), distando da vila cerca de 6 km. Caminho só transitável por carro de boi ou cavalo.

Entre as grutas graníticas do lugar, se destaca a chamada “toca do morcego ou dos morcegos”. Aí, segundo relato do guia e de moradores locias, era comum encontrarem-se cacos de panelas. O local foi também usado como esconderijo pelos moradores das proximidades na época da revolução de 1930, de acordo com a mesma fonte.

Nós nada encontramos de arqueológico.

9º - Fazenda União.

Morador loca: Sr. Valdir Salu.

Guia: Sr. Eliseu Santos da Silva.

Na fazenda União, distante 7 km da vila de S. Sebastião do Paraíba, a ela ligada por estrada carroçável, visitamos o local onde o morador citado encontrou cacos “de telha” ao arar o solo. Infelizmente, a plantação de cana nos impediu a prospecção.

10º Morro da Igreja

Situado no centro urbano da vila de S. Sebastião do Paraíba.

Guia: Sr. Eliseu Santos da Silva.

Elevação de costa 60/70 m, distando do rio Paraíba menos de 1 km. No topo do morro localizamos sítio arqueológico – RJ GP 6 (cat. 105/106) – cerâmica superficial e em nível 0/10 cms de corte estratigráfico aberto.

Desejamos deixar consignada a nossa gratidão ao vereador de Cantagalo, Sr. Eliseu Santos da Silva, residente em S. S. do Paraíba, que, muito gentilmente, nos hospedou em sua residência.

Município de S. Sebastião do Alto

Prefeito: Dr. Firmo Daflon Filho.

Também nesse município a recepção à equipe foi a melhor possível. Seu prefeito teve a atenção de nos fornecer uma lista de indicações, que reunira no intervalo das nossas visitas ao lugar.

1º - Fazenda Córrego dos Índios

Proprietários: Dr. Firmo Daflon Filho. Dista 13 km da sede municipal, por estrada carroçável.

Guia: O morador local, Sr. Alcibíades Gabetta.

Prospeccionamos o lugar denominado “Frederico”, próximo ao córrego do mesmo nome. Pedreira de cota 400 m, onde há tempos encontraram uma “panela de índio”. Nada encontramos em toda a região.

2º - Gruta Santa Irene

Guia: Sr. José Carlos Queirós.

Distante 1,5 km da sede municipal.

Pequena gruta granítica, com aproximadamente 8 m², com solo de aluvião, sem vestígios de ocupação.

3º - Gruta do Mucuri

Propriedade do Sr. Antônio Brochado Cipriano.

Guia: Sr. Joaquim Queiróz.

Dista 20 km da sede do município e 2 km de estrada carroçável. Localiza-se próximo à margem direita do rio negro e de uma lagoa de águas potáveis.

Gruta calcárea, com amplos salões com mais de trinta metros de extensão.

Não foi possível determinar ocupação pré-histórica.

4º - Gruta do Muribeca

Proprietário: Sr. Antônio Tavares.

Guia: Sr. João (“velho”) Daflon.

Distante 4 km da cidade.

Constantes notícias de caçadores que ali teriam encontrado cacos de panelas dos índios. As grutas e abrigos graníticos são repletos de lascas e esfoliações de rocha que, ao menos avisados, se assemelham a cacos de cerâmica.

Nada de arqueológico foi encontrado.

5º - Grutas do Morro do Céu

Proprietários: Parte alta: Srs. José Neiva Queiróz e Aíde de Souza Lima.

Parte baixa: Sr. Machado Corpa.

Guias: Srs. Joaquim Queiróz, Djalma Barbosa e Sebastião Cerbini exaustivamente pesquisado, dada a abundância de notícias sobre vasos e cacos de cerâmica, encontrados por caçadores e moradores. Tanto na parte alta quanto na baixa, localizamos inúmeras grutas e abrigos, mas nem um só caco ou outra qualquer evidência arqueológica.

6º - Grutas das Cabeceiras

Valão do Barro – IIº Distrito de S. Sebastião do Alto.

Distando 23 km da sede do município e 11 km da localidade de Valão do Barro. Estrada carroçável até 1,5 km de pedreira.

Propriedades: Sr. Sebastião Rocha.

Guia: Sr. Ventura (Bemba) Borba.

Segundo o depoimento de diversas pessoas, há cerca de 30 anos caçadores levaram dali para a sede do Distrito uma grande urna contendo ossos. Por dois dias exploramos a alta pedreira indicada (com aproximadamente 500 m), pesquisando inúmeros abrigo e uma gruta, nada encontrado.

7º - Toca dos Caboclos

Propriedade do Sr. Sebastião Rocha – Fazenda Posse.

Informante: Sr. Ventura Borba.

Guia: Sr. Joaquim Queiróz.

Distante 20 km da sede municipal e 3 do distrito de Valão.

Abrigo granítico, a meia encosta de morro de cota 100 m com dois recintos em níveis diferentes. Têm respectivamente, 17 m x 6 m e 9 m x 5 m.

Solo solto, friável e seco, remexido por caçadores.

Coletaram-se inúmeros cacos, ossos e contas de colar feitas de ossos leves. O corte estratigráfico demonstrou ser a ocupação superficial, embora o solo se aprofunde por mais de um metro.

Trata-se do sítio RJ GP 8 (cat. 108).

Queremos tornar público o nosso agradecimento ao Sr. Joaquim Queiróz, de S. Sebastião do Alto, companheiro certo em todas as prospecções que realizamos naquele município.

Município de Itaocara

Prefeito: Dr. Genésio Maurício de Aguiar.

Itaocara foi um município que nos forneceu o maior número de sítios neste ano de pesquisas. A receptividade ao nosso trabalho foi excepcional.

Muito devemos ao Sr. Secretário, Dr. Milton Bürgerm e ao funcionário, Sr. Epaminondas Barros Guimarães, que nos acompanhou em todas as prospecções realizadas no município.

Aí observamos interessantes pelas(?) arqueológicas, recolhidas em obras da prefeitura, que constituem o núcleo do futuro Museu Municipal.

Locais pesquisados:

1º - Gruta da Serra Vermelha

Proprietário: não determinado.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

A Fazenda da Serra Vermelha fica distante da sede municipal aproximadamente 20 km por estrada carroçável. A gruta é alcançada após um quilômetro de caminhada.

Trata-se de uma caverna calcárea com dois amplos salões, cada um com cerca de 33 m².

Abrimos dois cortes experimentais que não revelaram sinais de ocupação.

2º - Fazenda S. Luiz

Proprietário: Sr. Alberto Laranja.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

Localiza-se no Distrito de Portela, a 13,70 km da sede municipal, por estrada carroçável. Segundo relatos, nesta fazenda foram encontrados cacos ao ser arada a terra.

A viçosa plantação de cana atual, não nos permitiu localizar o sitio em questão.

3º - Morro da Antena

Proprietário: não determinado.

Informante: Sr. Clóvis Monerat.

O morro, de cota 70/80 m, situa-se na margem esquerda do rio Paraíba, portanto em terras do município de Pádua. Vagos rumores sobre a existência de “pedras de raio” (machados líticos) e cacos nos levaram ao local, que se mostrou estéril.

4º - Pedra de Itaocara

Proprietário: diversos proprietários e mineiros.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

A grande pedreira que se situa na margem esquerda do Paraíba (em Pádua), distante 800 m de Itaocara e que deu o nome a cidade, foi por nós prospeccionada até meia encosta. Além de uma excelente água potável e de uma bela mata, nada mais encontramos.

5º - Cemitério Velho

Proprietário: Sr. Elídio Guimarães.

Informante: Dr. Milton Bürger.

Localização: centro urbano da cidade, entre as ruas de S. José e Sebastião Barroso e a praça Coronel Guimarães, no lado direito da Igreja atual.

Segundo os informes recolhidos, fica este terreno situado nos fundos do antigo convento jesuítico, que foi demolido há tempos. Dista do rio aproximadamente 60 metros.

Na construção da praça foram encontrados crânios humanos e machados de pedras.

Nosso corte experimental perfurou mais de 120 cm de entulho recente e antigo e alcançou argila compacta e estéril.

6º - Fazenda S. João

Proprietários: Sr. José Gonçalves Ferreira.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

Dista 4 quilômetros do centro urbano. Localiza-se em uma elevação de cota 50/60 m, distante cerca de 700 m do rio Paraíba (margem direita). No solo, mais de uma vez resolvido pelo arado, encontramos inúmeros cacos. Em plantação de milho e grama lanceta. Seu proprietário comunicou-nos a época em que removeu a dita plantação. Desta forma, pudemos coletar uma regular quantidade de cacos, em área superior a 3.200 m². Trata-se do sítio RJ GP 2 (cat. 101).

7º - Engenho S. José

Proprietário: Sr. Pedro Arsenio dos Santos Sobrinho.

Guia: Epaminondas Guimarães.

Distante 2 km do centro da cidade e a 200 m do rio Paraíba.

Em frente à residência do proprietário, no sopé de uma elevação, coletamos exemplares variados de cerâmica, em trecho aplainado por trator.

Trata-se do sítio RJ GP 3 (cat. 102).

8º - Fazenda Passagem

Proprietário: Sra. Margarida Monerat.

Administrador: Sr. Clóvis Monerat.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

Dista 7 km do centro urbano.

Localizamos sítio erâmico no topo de uma elevação de cota 50 m, distante 50 m, do rio Paraíba. Cacos disseminados em área de 3.000 m².

9º - Fazenda Palmital

Proprietário: Sr. José Sabino Catete Silva.

Distante 11 km de Itacoara e 4 km de Batatal.

Elevação de cota 30 m, distando 2 km do rio Paraíba.

Pasto abandonado. Terra revolvida pelo arado mais de uma vez.

Cacos disseminados em área extensa.

Sítio RJ CP 9 (cat. 110)

10º - Morro Redondo

Proprietário: Sr. José Sabino C. Silva.

Distando 1 km do sítio anterior, em direção a Batatal.

Notícias sobre cacos encontrados ao ser arada a terra. O terreno, agora em pasto, não permitiu que confirmássemos a informação.

11º - Sítio de Nezinho

Proprietário: Somente anotamos seu apelido: Sr. Nezinho.

Guia: Sr. Epaminondas Guimarães.

Dista 3,9 km de Itacoara, pela nova estrada para Portela.

Visitamos o lugar, morros de cota 50 m que distam menos de 2 km do sítio RJ GP 2. Seu proprietário nos mostrou diversos pontos em que encontrara “fogões de índios”. Realmente observamos a existência de inúmeros locais com torrões de argila calcinados, mas sem nenhum resto cultural associado.

Para finalizar, anotaremos uma descoberta efetuada no município de Trajano de Moraes, O local em questão está a 13 km de Macuco (no município de Cordeiro), mais próximo deste do que da sua sede municipal.

1º - Sítio Baía

Proprietário: Sra. Ester Queiroz Pereira.

Guia: Sr. Adenor Lanes.

Distante 3 km da Ponte do Aristides, na Estrada que liga Macuco a Visconde do Imbé.

Em uma pedreira, nos limites das terras com o Sr. Luiz Pereira, com quase 300 m de extensão, localizamos um abrigo de 30 m², sobre o qual, numa prateleira rochosa de 1,5 m, encontramos inúmeros ossos. Os restos pertencem a diversos indivíduos.

Pelo exíguo tamanho da plataforma, deduzimos tratar-se de enterramentos secundários.

Sob o abrigo coletamos alguns cacos.

O sítio ficou cadastrado sob a sigla: RJ MP 1 (cat. 109).

Conclusão

Foram estes, em resumo, os pontos pesquisados no Estado do Rio de Janeiro, durante o segundo ano de pesquisas. Alguns locais que foram superficialmente visitados deixam de ser mencionados, para não fugirmos ao espírito da comunicação, cujo principal objetivo é tornar público a nossa gratidão a todos aqueles que conosco colaboraram, além de dar um sucinto relato do que fizemos.

As inúmeras dificuldades encontradas, provocadas pelos agentes meteorológicos, foram sobejamente compensadas pelo auxílio e pela compreensão do povo local. Para nós, foi uma satisfação trabalhar com eles.

A todos, mais uma vez, o nosso muito obrigado. Rio de Janeiro, Julho de 1967.