Lamparina - Lucena

Descrição

Esta sociedade tribal nos legou os vestígios da primeira cerâmica indígena produzida no Brasil, fora da região amazônica. Dominavam todas as técnicas de economia da pré-história, coleta, caça e pesca, e, foram os povos horticultores, e que há cerca de mil anos se expandiram desde o vale do Rio São Francisco em Minas Gerais, para o Sul, até Mato Grosso; para o Norte, até Tocantins e para o Leste até o Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Este fragmento de cerâmica foi funcionalmente identificado com os restos de uma lamparina/lucerna pré histórica coletada numa camada ocupacional datada por C-14 em 3.350 AP. Sua técnica de manufatura a identifica com o grupo ceramista da Fase Unaí, a mais antiga da Tradição Una. Sendo uma sociedade tribal habitante das cavernas do castre do Vale do São Francisco em Minas Gerias, os Una eram hábeis Horticultores. Graças ao microclima seco da caverna foram preservados artefatos em cestaria e alguma arte plumária em cabaças; além de corpos mumificados, inúmeros acompanhamentos funerários em forma de adornos de osso, conchas e sementes, constituem pulseiras e colares ainda em seus cordéis de algodão; entre os restos orgânicos foram coletadas sementes de amendoim, fibras de algodão, pequenas espigas de milho e gavinhas de chuchu, além de considerável quantidade de coprólitos, que vêm sendo estudados por especialistas em páleo doenças em convenio com o Instituto Osvaldo Cruz (IOC) desde a década de 1970; Além de ceramistas, dominavam também a técnica da fiação e da tecelagem. Nas paredes internas dessa lamparina podem ser observadas as marcas do fino tecido que compunha o pavio e a mancha escura da queima do combustível usado na borda.

Filiaçao cultural do objeto

Período: Pré-histórico

Tradição: Una

Fase : Unaí

Local:Unaí, Minas Gerais

Sítio: Gruta do Gentio, MG RP 06

Nível: 20-30 cm

Análise cultural do objeto

Tipo: Lamparina / Lucerna

Material: cerâmica

Dimensão: 9,5 x 6 cm

Datação: 3350 AP

Fonte: Acervo IAB 1973

Catálogo: 1872A