O Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) torna público o processo seletivo para voluntários (estudantes de graduação e pós-graduação) de qualquer curso para atuação em projeto de pesquisa e extensão na Vila Santa Teresa, Belford Roxo/RJ.
- O PROJETO: O objetivo é realizar um diagnóstico socioeconômico e mapeamento das necessidades culturais da Vila Santa Teresa, unindo o rigor da análise quantitativa (RStudio, IA/OCR) à escuta sensível do território (Inventário Participativo), conforme as diretrizes do IPHAN.
- PÚBLICO-ALVO: Estudantes de Graduação e Pós-Graduação de QUALQUER curso. Buscamos uma equipe interdisciplinar (Direito, História, Ciências Sociais, Estatística, TI, Comunicação, Pedagogia, etc.).
- CARGA HORÁRIA E REGIME:
- Duração: Maio de 2026 a Maio de 2027.
- Carga Horária: 20h semanais (Total 200h).
- Regime Híbrido: 70% Online (terças e quintas à tarde) e 30% Presencial (Sede IAB e Centro do Rio).
- BENEFÍCIOS:
- Certificado – 200h: Válido para horas complementares e Lattes.
- Capacitação Gratuita: Hard Skills (RStudio/IA) e Soft Skills (Mediação Cultural).
- Produção Científica: Mentoria para redação e submissão de artigos em eventos e periódicos.
- Experiência Profissional: Atuação em uma instituição de guarda de acervos arqueológicos e museológicos credenciada pelo IPHAN e IBRAM.
- PROGRAMA DETALHADO (200 HORAS):
Módulo I: Gestão e Políticas Culturais (40h) – Online
Histórico das Políticas Culturais,
Portaria IPHAN nº 137/2016 – Educação Patrimonial
Leis de Incentivo (Paulo Gustavo, Aldir Blanc e ICMS).
Arqueologia da Baixada: Vila Santa Teresa e Tradição Una
Módulo II: Data Science e Humanidades Digitais (80h) – Online
RStudio: Programação estatística e manipulação de bases de dados.
IA e OCR: Transcrição automatizada de formulários manuscritos.
Omeka e Tainakan: Organização de metadados e curadoria digital
Módulo III: Trabalho de Campo e Organização de Base de Dados (40h) – Híbrido
Coleta Ativa: Aplicação de surveys e técnicas de abordagem territorial.
Sistematização: Transformação de diários de campo em dados estruturados.
Logística: Gestão de leads comunitários e planejamento de rotas.
Módulo IV: Prática Institucional e Redação Científica (40h) – Híbrido
Visitas Técnicas a instituições no Centro do Rio e Laboratório no IAB.
Trabalho Final: Mentoria para redação de artigos e submissão em eventos (ENECULT, SIHD, Fórum de Museus, etc.).
- CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 2026-2027
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Período |
Etapa / Atividade Principal |
Modalidade |
. |
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02/04 a 17/04/26 |
Inscrições (Currículo + Carta de Intenção) |
Online |
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20/04 a 28/04/26 |
Seleção e Entrevistas Online |
Online |
— |
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05/05/2026 |
Aula Inaugural Apresentação da pesquisa |
Online |
Início Oficial |
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Maio/26 |
Capacitação Teórica: Políticas Culturais |
Online |
Ter/Qui (14h-16h) |
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Junho/26 |
Visita Técnica I (IAB) + Planejamento Campo |
Híbrido |
Prev: 11/06 (Qui) |
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Julho/26 |
Capacitação Técnica: RStudio, IA e OCR |
Online |
Recesso Acadêmico |
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Agosto/26 |
Transcrição via IA + Visita Técnica II |
Híbrido |
Prev: 13/08 (Qui) |
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Setembro/26 |
Organização e Limpeza da Base de Dados |
Online |
Foco RStudio |
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Outubro/26 |
Análise Estatística e Cruzamento de Variáveis |
Online |
Indicadores Sociais |
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Novembro/26 |
Imersão em Campo: Inventário Participativo |
Presencial |
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Dezembro/26 |
Curadoria Digital e Repositório Omeka |
Online |
Finalização Técnica |
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Jan-Fev/27 |
Mentoria de Artigos e Redação Final |
Online |
Escrita Científica |
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Março/27 |
Visita Técnica III (Centro Cultural) |
Presencial |
Prev: 11/03 (Qui) |
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Abril/27 |
Finalização de Artigos e Intercâmbio UFRJ |
Presencial |
Datas a confirmar |
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Maio/27 |
Encerramento e Entrega de Certificados |
Online |
Socialização Final |
7. INTERLOCUÇÃO TÉCNICA E CONTATO
- Jessica Suzano Luzes (Coord. UFRJ – Pesquisadora IAB): jessicaluzesgestaocultural@gmail.com
- William (Atuação IAB): williamcruz@arqueologia-iab.com.br|
- Link de inscrição: https://forms.gle/UpPk1AtzGW4NE53J8
8. RESUMO DA DINÂMICA SEMANAL
- Terças e quintas (a tarde): 2h Online (Formação – Teoria, Programação e Dados).
- Visitas técnicas ou Campo – conforme agendamento.
- Flexível: 10h Online (Leituras, Mentoria de Artigos e Relatórios).
- Total: 20 horas semanais.
9. BIBLIOGRAFIA
9.1. Gestão Cultural e Políticas Públicas
BARROS, J. M.; OLIVEIRA JUNIOR, J. Pensar e agir com a cultura: desafios da gestão cultural. Belo Horizonte: Observatório da Diversidade Cultural, 2011.
DELLAGNELO, E. H. L. Planejamento na cultura. Porto Alegre: Ministério da Cultura; UFRGS; EA, 2015. (Apostila do curso de extensão em Administração Pública da Cultura, Módulo 6).
LUZES, J. S. A experiência de institucionalização e gestão do programa de incentivo à cultura da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR-7) da UFRJ. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 48., 2024, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: ANPOCS, 2024.
RUBIM, A. A. C. Desafios e dilemas da institucionalidade cultural no Brasil. MATRIZes, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 57-77, jan./abr. 2017.
9.2. Patrimônio, Arqueologia e Educação Patrimonial
ANDRADE LIMA, T. 1993. Arqueologia Histórica no Brasil: Balanço Bibliográfico (1969/1993). Anais do Museu Paulista. Nova Série. N.º 1. São Paulo. pp. 225-262.
ARAÚJO, Monsenhor Pizarro–Memórias Históricas do Rio de Janeiro Tomo VI – Impr4ensa Nacional – (1948:188)
BELCHIOR, Elysio de Oliveira – Conquistadores e Povoadores do Rio de Janeiro Coleção Vieira Fazenda I – 1965 – Quarto Centenário – Livraria Brasiliana Editora, Rio de Janeiro
BRASIL. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Portaria nº 137, de 28 de abril de 2016. Estabelece diretrizes para a Educação Patrimonial no âmbito do Iphan e das instituições de guarda. Brasília, DF: IPHAN, 2016.
BRASIL. Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000. Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro, cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial e dá outras providências. Brasília:IPHAN, 2000. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Decreto_n_3.551_de_04_de_agosto_de_2000.pdf . Acesso em: 31 de mar. 2026.
BINFORD, Lewis. New Perspective in Archeology. Aldine, Chicago, 1968
CHUVA, M. R. R. Os arquitetos da memória: sociogênese das práticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.
DIAS, Ondemar. Notas Prévias sobre Pesquisas Arqueológicas nos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara. Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas – Resultados Preliminares do I Ano. Publicações Avulsas, n.6. Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 1967. p. 89 – 105
DIAS, Ondemar. NETO, Jandira. Preservar: arqueologia e história em revista. Rio de Janeiro: IAB Editora, Ed.5, 2024.
COARACY, Vivaldo – O Rio de Janeiro no Século XVII. Rio, 4 Séculos, Vol.6 – Livraria São José Editora.
FONSECA, M. C. L. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; IPHAN, 2005.
LUZES, J. S. Desafios na implementação da educação patrimonial na assistência estudantil: uma avaliação do projeto Trajetos Culturais na UFRJ. PragMATIZES – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura, Niterói, v. 14, n. 26, 2024.
NETO, Jandira. Na Arqueologia, o que é Educação Patrimonial?. Rio de Janeiro: IAB Editora, 2017.
SABINO, Anderson. SIMÕES, Robson. Geografia e Arqueologia: uma visão do conceito de rugosidades de Milton Santos. Revista de Arqueologia Pública. Nº 08. Campinas: LAP/NEPAM/UNICAMP, 2013.
9.3. Humanidades Digitais e Data Science
FILATRO, A. Data science na educação: presencial, a distância e corporativa. São Paulo: Saraiva, 2020.
