CHAMADA PÚBLICA DE SELEÇÃO: Projeto Educação Patrimonial e Gestão Cultural Territorial em Belford Roxo. Coordenação: Jessica Luzes (UFRJ – Pesquisadora do IAB)

O Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB) torna público o processo seletivo para voluntários (estudantes de graduação e pós-graduação) de qualquer curso para atuação em projeto de pesquisa e extensão na Vila Santa Teresa, Belford Roxo/RJ.

  1. O PROJETO: O objetivo é realizar um diagnóstico socioeconômico e mapeamento das necessidades culturais da Vila Santa Teresa, unindo o rigor da análise quantitativa (RStudio, IA/OCR) à escuta sensível do território (Inventário Participativo), conforme as diretrizes do IPHAN.
  1. PÚBLICO-ALVO: Estudantes de Graduação e Pós-Graduação de QUALQUER curso. Buscamos uma equipe interdisciplinar (Direito, História, Ciências Sociais, Estatística, TI, Comunicação, Pedagogia, etc.).
  1. CARGA HORÁRIA E REGIME:
  • Duração: Maio de 2026 a Maio de 2027.
  • Carga Horária: 20h semanais (Total 200h).
  • Regime Híbrido: 70% Online (terças e quintas à tarde) e 30% Presencial (Sede IAB e Centro do Rio).
  1. BENEFÍCIOS:
  • Certificado – 200h: Válido para horas complementares e Lattes.
  • Capacitação Gratuita: Hard Skills (RStudio/IA) e Soft Skills (Mediação Cultural).
  • Produção Científica: Mentoria para redação e submissão de artigos em eventos e periódicos.
  • Experiência Profissional: Atuação em uma instituição de guarda de acervos arqueológicos e museológicos credenciada pelo IPHAN e IBRAM.
  1. PROGRAMA DETALHADO (200 HORAS):

Módulo I: Gestão e Políticas Culturais (40h) – Online

Histórico das Políticas Culturais,

Portaria IPHAN nº 137/2016 – Educação Patrimonial

Leis de Incentivo (Paulo Gustavo, Aldir Blanc e ICMS).

Arqueologia da Baixada: Vila Santa Teresa e Tradição Una

Módulo II: Data Science e Humanidades Digitais (80h) – Online

RStudio: Programação estatística e manipulação de bases de dados.

IA e OCR: Transcrição automatizada de formulários manuscritos.

Omeka e Tainakan: Organização de metadados e curadoria digital

Módulo III: Trabalho de Campo e Organização de Base de Dados (40h) – Híbrido

Coleta Ativa: Aplicação de surveys e técnicas de abordagem territorial.

Sistematização: Transformação de diários de campo em dados estruturados.

Logística: Gestão de leads comunitários e planejamento de rotas.

Módulo IV: Prática Institucional e Redação Científica (40h) – Híbrido

Visitas Técnicas a instituições no Centro do Rio e Laboratório no IAB.

Trabalho Final: Mentoria para redação de artigos e submissão em eventos (ENECULT, SIHD, Fórum de Museus, etc.).

  1. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 2026-2027

Período

Etapa / Atividade Principal

Modalidade

.

02/04 a 17/04/26

Inscrições (Currículo + Carta de Intenção)

Online

 

20/04 a 28/04/26

Seleção e Entrevistas Online

Online

05/05/2026

Aula Inaugural

Apresentação da pesquisa

Online

Início Oficial

Maio/26

Capacitação Teórica: Políticas Culturais

Online

Ter/Qui (14h-16h)

Junho/26

Visita Técnica I (IAB) + Planejamento Campo

Híbrido

Prev: 11/06 (Qui)

Julho/26

Capacitação Técnica: RStudio, IA e OCR

Online

Recesso Acadêmico

Agosto/26

Transcrição via IA + Visita Técnica II

Híbrido

Prev: 13/08 (Qui)

Setembro/26

Organização e Limpeza da Base de Dados

Online

Foco RStudio

Outubro/26

Análise Estatística e Cruzamento de Variáveis

Online

Indicadores Sociais

Novembro/26

Imersão em Campo: Inventário Participativo

Presencial

 

Dezembro/26

Curadoria Digital e Repositório Omeka

Online

Finalização Técnica

Jan-Fev/27

Mentoria de Artigos e Redação Final

Online

Escrita Científica

Março/27

Visita Técnica III (Centro Cultural)

Presencial

Prev: 11/03 (Qui)

Abril/27

Finalização de Artigos e Intercâmbio UFRJ

Presencial

Datas a confirmar

Maio/27

Encerramento e Entrega de Certificados

Online

Socialização Final

7. INTERLOCUÇÃO TÉCNICA E CONTATO

 

  • Jessica Suzano Luzes (Coord. UFRJ – Pesquisadora IAB): jessicaluzesgestaocultural@gmail.com
  • William (Atuação IAB): williamcruz@arqueologia-iab.com.br|
  • Link de inscrição: https://forms.gle/UpPk1AtzGW4NE53J8

8. RESUMO DA DINÂMICA SEMANAL

  • Terças e quintas (a tarde): 2h Online (Formação – Teoria, Programação e Dados).
  • Visitas técnicas ou Campo – conforme agendamento.
  • Flexível: 10h Online (Leituras, Mentoria de Artigos e Relatórios).
  • Total: 20 horas semanais.

9. BIBLIOGRAFIA

9.1. Gestão Cultural e Políticas Públicas

BARROS, J. M.; OLIVEIRA JUNIOR, J. Pensar e agir com a cultura: desafios da gestão cultural. Belo Horizonte: Observatório da Diversidade Cultural, 2011.

DELLAGNELO, E. H. L. Planejamento na cultura. Porto Alegre: Ministério da Cultura; UFRGS; EA, 2015. (Apostila do curso de extensão em Administração Pública da Cultura, Módulo 6).

LUZES, J. S. A experiência de institucionalização e gestão do programa de incentivo à cultura da Pró-Reitoria de Políticas Estudantis (PR-7) da UFRJ. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 48., 2024, Rio de Janeiro. Anais… Rio de Janeiro: ANPOCS, 2024.

RUBIM, A. A. C. Desafios e dilemas da institucionalidade cultural no Brasil. MATRIZes, São Paulo, v. 11, n. 1, p. 57-77, jan./abr. 2017.

9.2. Patrimônio, Arqueologia e Educação Patrimonial

ANDRADE LIMA, T. 1993. Arqueologia Histórica no Brasil: Balanço Bibliográfico (1969/1993). Anais do Museu Paulista. Nova Série. N.º 1. São Paulo. pp. 225-262.

ARAÚJO, Monsenhor Pizarro–Memórias Históricas do Rio de Janeiro Tomo VI – Impr4ensa Nacional – (1948:188)

BELCHIOR, Elysio de Oliveira – Conquistadores e Povoadores do Rio de Janeiro Coleção Vieira Fazenda I – 1965 – Quarto Centenário – Livraria Brasiliana Editora, Rio de Janeiro

BRASIL. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Portaria nº 137, de 28 de abril de 2016. Estabelece diretrizes para a Educação Patrimonial no âmbito do Iphan e das instituições de guarda. Brasília, DF: IPHAN, 2016.

BRASIL. Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000. Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro, cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial e dá outras providências. Brasília:IPHAN, 2000. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/legislacao/Decreto_n_3.551_de_04_de_agosto_de_2000.pdf . Acesso em: 31 de mar. 2026.

BINFORD, Lewis. New Perspective in Archeology. Aldine, Chicago, 1968

CHUVA, M. R. R. Os arquitetos da memória: sociogênese das práticas de preservação do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.

DIAS, Ondemar. Notas Prévias sobre Pesquisas Arqueológicas nos Estados do Rio de Janeiro e Guanabara. Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas – Resultados Preliminares do I Ano. Publicações Avulsas, n.6. Belém: Museu Paraense Emilio Goeldi, 1967. p. 89 – 105

DIAS, Ondemar. NETO, Jandira. Preservar: arqueologia e história em revista. Rio de Janeiro: IAB Editora, Ed.5, 2024.

COARACY, Vivaldo – O Rio de Janeiro no Século XVII. Rio, 4 Séculos, Vol.6 – Livraria São José Editora.

FONSECA, M. C. L. O patrimônio em processo: trajetória da política federal de preservação no Brasil. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; IPHAN, 2005.

LUZES, J. S. Desafios na implementação da educação patrimonial na assistência estudantil: uma avaliação do projeto Trajetos Culturais na UFRJ. PragMATIZES – Revista Latino-Americana de Estudos em Cultura, Niterói, v. 14, n. 26, 2024.

NETO, Jandira. Na Arqueologia, o que é Educação Patrimonial?. Rio de Janeiro: IAB Editora, 2017.

SABINO, Anderson. SIMÕES, Robson. Geografia e Arqueologia: uma visão do conceito de rugosidades de Milton Santos. Revista de Arqueologia Pública. Nº 08. Campinas: LAP/NEPAM/UNICAMP, 2013.

9.3. Humanidades Digitais e Data Science

FILATRO, A. Data science na educação: presencial, a distância e corporativa. São Paulo: Saraiva, 2020.